|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
No
calor das fogueirasDentro do país do samba, do
frevo e do axé, existe um outro país:
Sergipe, o país do forró. No roteiro junino,
o turista não pode deixar deir à Aracaju,
Estância, Areia Branca, Cristinápolis,
Itaporanga D´ajuda, Capela e Muribeca. Esses são
os principais pólos dos festejos que homenageiam
os santos Antônio, João e Pedro. E a temporada
é de um festival gastronômico com comidas
regionais à base do milho, do arroz e do coco.
São as deliciais do bolo, canjica, beiju, pé-de-moleque,
mungunzá e arroz doce. Como aperitivo os licores
de variados sabores - jenipapo, acerola, caju, maracujá.
Ah! Tem pinga também. A festa, que se inicia
dia 31 de maio e se encerra no dia 30 de junho, será
animada por trios pé-de-serra.
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
| Todo
Sergipe se prepara. As cidades são enfeitadas com
banderolas multicoloridas. Na disputa pela melhor temporada
junina, Sergipe faz bonito e se transforma no país
do forró. Há muita mais. As apresentações
inesquecíveis das belíssimas quadrilhas
juninas e de grupos do rico folclore sergipano. A pré-temporada
junina está aberta. Em Aracaju e no interior shows
e bailes caipiras animam os sergipanos e os turistas que
estão visitando o estado nesta época. Em
Estância, a 68 quilômetros de Aracaju, os
fogueteiros estão em ritmo alucinante, preparando
a pólvora para a fabricação de toneladas
de fogos de artifício, como os barcos de fogo,
as espadas e os busca-pés usados nas muitas batalhas
travadas. |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
 |
|
|
|
|
Bem
próxima a Estância, ao sul de Sergipe,
Cristinápolis é outro pólo
dos festejos juninos. Mais recente, Itaporanga D´ajuda
entrou no universo dos pólos juninos do estado
e tem se tornado numa dos lugares mais bem visitados,
particularmente para os que desejam apenas dançar
ao som de muito forró. Em Areia Branca é
lei municipal: não há queima dos artefatos
juninos. A cidade se enfeita e transforma cada uma
das suas residências em salão de baile.
No forródromo, construído pelo governo
estadual, com capacidade para receber por dia 100
mil pessoas, é realizado um desfile com nomes
famosos da música junina brasileira. A Areia
Branca tem muito a ver com a festa que faz, o São
João da Paz e do Amor.
A fama de Areia Branca tem bons padrinhos.Dominguinhos,
cantor e compositor, de forma brejeira tem afirmado
que o município é o Maracanã
do Forró, uma imagem que traduz o gigantismo
do evento. Elba Ramalha, outro grande nome da música
brasileira, diz que Areia Branca é o quartel
da resistência cultural do país, na
defesa das tradições populares e da
manutenção da pureza festiva. Está
coberta de razão e ganha um fortíssimo
aliado, Alceu Valença, que um dia desabafou:
"Onde Luís Gonzaga e os ícones
da musicalidade junina são reverenciados
e respeitados, e onde o povo tem uma adoração
ímpar pelo forró, pode-se brincar
o mais autêntico São João brasileiro". |
|
|
|
|
Aracaju é o portão de entrada para a festa
junina em Sergipe. Na Rua São João, zona
norte da cidade, há uma secular manifestação.
Na noite de 31 de maio os moradores da rua celebram a
chegada dos festejos juninos com a troca de mastro, numa
solenidade marcada pela queima de fogos de artifício.
A rua assiste a concursos de quadrilhas juninas e a um
arraial, construído pelo governo estadual, que
se torna o palco dessas apresentações. O
governo estende as festividades para o Centro de Criatividade
e a Casa de Show Gonzagão, erguida em homenagem
ao maior nome da música nordestina: Luiz Lua Gonzaga,
onde ocorrerão bailes e apresentações
de quadrilhas juninas.
Numa praça que separa os Mercados Thales Ferraz
e Antônio Franco, no centro da cidade, recentemente
revitalizado pelo governo estadual, a prefeitura de Aracaju
instala o Forrocaju. É um imenso arraial em madeira
que servirá de salão de bailes, animados
por trios pé-de-serra e artistas locais e nacionais
convidados. Em Aracaju há outras tradições
juninas. O casamento caipira é uma dessas tradições.
E são muitos os casamentos, onde os "noivos"
e "padres" desfilam pelas ruas dos bairros da
cidade em animadas carroçadas (passeatas em carroças).
À disposição dos turistas uma Marinete
do Forró. São ônibus-jardineira que
fazem tours pela cidade e são animados por trios
pé-de-serra.
O São João em Estância, é excitante
para quem gosta de emoções fortes. Nada
como participar de uma batalha de busca-pés, conhecer
o barco de fogo e assistir ao pisa-pólvora e à
batucada, manifestações regionais que fizeram
a cidade ser conhecida no país. O espetáculo
pirotécnico não expõe ninguém
a riscos. Telas de arame são instaladas para garantir
que os fogos fiquem restritos à área das
batalhas. |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Durante os preparativos,
os moradores de Estância revivem o pisa-pólvora,
com danças, músicas, bebidas e comidas
regionais. O pisa-pólvora é um ritual.
Uma dança em torno de um pilão onde são
misturados o enxofre, o salitre e o carvão, matérias
primas da pólvora que é usada na fabricação
dos artefatos juninos. Homens e mulheres dançam
em torno do pilão ao som de tambores, triângulos,
reco-reco e porca, para animar a produção
da pólvora. Outra dança do São
João em Estância é a batucada. Os
instrumentos de percussão - tambor, reco-reco,
ganzá e triângulo - e o compasso rítmico
das batidas dos pés são as características
mais marcantes. Da batucada participam 150 figurantes,
homens e mulheres. Todos usam chapéus de palha
e nos pés tamancos de madeira, que marcam o som
da colheita do bambu para a produção dos
busca-pés e das espadas de fogo. Os efeitos visuais
são de uma beleza inesquecível. Está
coberta de razão e ganha um fortíssimo
aliado, Alceu Valença, que um dia desabafou:
"Onde Luís Gonzaga e os ícones da
musicalidade junina são reverenciados e respeitados,
e onde o povo tem uma adoração ímpar
pelo forró, pode-se brincar o mais autêntico
São João brasileiro".
O São João da Paz e do Amor se encerra
com o que foi batizado de Comunhão do Forró,
que se resume a um gigantesco café da manhã
ofertado pela população, com coordenação
da prefeitura local. Na refeição matinal,
sempre servida no dia 30 de junho, cerca de 20 mil pessoas
se reúnem. É uma mesa farta e diversificada
pela culinária regional: cuscuz, carne-de-sol,
carne-de-bode, macaxeira (aipim), inhame, batata-doce,
ovos, leite, beiju, bolos de milho e de arroz, mungunzá,
arroz doce, carne ensopada. O convite é feito
do palco, no forródromo, às 7 horas. Os
cantores e o povo cantam a prece de cáritas para
registrarem o agradecimento por mais uma festa, antes
de o café ser servido.
Capela e Muribeca ganham destaque pelas festas em homenagem
a São Pedro. Em Capela, há muita semelhança
com as festas de Estância pela queima de fogos
e batalhas de espadas e busca-pés. A população
é acordada na madrugada do dia 28 de junho com
tiros de bacamartes. As pessoas animadas desfilam pela
cidade. A festa é uma magia com roteiro previamente
estabelecido. O ponto máximo será a Festa
do Mastro. Cantando músicas folclóricas,
um batalhão de pessoas - homens, mulheres e crianças,
deslocam-se a uma mata nas redondezas da cidade. Lá
arrancam uma árvore frondosa e a trazem até
o centro da cidade. O mastro é queimado, antecedendo
a uma animada batalha de busca-pés.
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
| Muribeca
opta em festejar o São Pedro ao estilo de Areia
Branca: sem a queima de fogos juninos. Enfeitada, a cidade
se torna a atração dos festejos na região
norte de Sergipe e encerra a temporada que começa
nas homenagens a Santo Antônio em Itabaiana, onde
ocorre a Festa do Caminhoneiro, nos dias 12 e 13 de junho,
reunindo em média cinco mil motoristas de carros
pesados; e em Rosário do Catete, batizada de "Cidade
do Milho". Lá, a população não
se acanha em ser bairrista e anuncia que a festa vai arrasar. |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Os ingredientes são
muitos e, à luz das concepções
juninas, não há quem julgue o contrário:
Sergipe é o país
do forró!
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Resolução
Mínima de 800x600 Copyright© 2001
DIJON Todos os direitos reservados
All rights reserved Aviso Legal
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
 |
Flash (94,5kb) |
|
 |
Flash (72,4kb) |
|
 |
Flash (100kb) |
|
 |
Flash (159kb) |
|
 |
Flash (114kb) |
|
 |
Flash (151kb) |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|